Psicologia de vida


A felicidade é um problema
individual. Aqui, nenhum conselho é válido.
Cada um deve procurar, por si,
tornar-se feliz.

Sigmund
Freud


quinta-feira, 8 de março de 2012

Homenagem a nós mulheres de verdade!!!

Olho-me no espelho 
e minuciosamente,
procuro entender
minha maturidade.
É notório que percebo
facilmente os sinais,
físicos de minha declinação.
Vou além do reflexo 
de minha imagem,
mergulho fundo na alma, 
nos sentimentos,
em minhas emoções.
Percebo que minha 
visão realista, 
supera minhas fantasias.
Sinto-me imune 

as grandes frustrações.
Analiso os questionamentos 
com mais determinação.
Vejo no espelho a minha 
melhor capacidade
de entender 
minhas perdas, meus medos,
minhas lamentações 
físicas e emocionais.
Vejo certa luz no espelho, 
fazendo brilhar
minha maturidade refletida.
Um certo brilho de autonomia,
minha maior liberdade de escolha,
minha experiência, minha serenidade,

minha sabedoria em valorizar
as fases de minha vida.
Em saber tirar dela o que ela
tem de melhor a me oferecer.
Enxergo ainda patente 
em minha consciência, 
sensualidade, erotização.
Ainda mais profundamente, 
vejo uma reconhecedora
de perdas e ganhos, 
quando tento balancear 
os custos, benefícios 
de minha jornada.
Fecho os olhos e convicta,
imagino em minhas mãos

O leme em que posso direcionar 
O rumo de minha existência
com plenitude e libertação.
Que gire a roda do tempo!
Lufague.


Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=78277#ixzz1oLMcbn74
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quinta-feira, 1 de março de 2012

Você acredita na Psicologia?


Mesmo com toda a informação disponível ainda há um grupo expressivo de pessoas que chegam aos consultórios de Psicologia desacreditando do trabalho e da eficiência da mesma.

Não quero sair em defesa da Psicologia e adotar tons ríspidos neste texto. Porque tenho certeza da propriedade da mesma enquanto ciência e da fidedignidade dos seus métodos, técnicas e abordagens.

Tenho observado um movimento isolado de alguns profissionais da saúde que precisam difamar a Psicologia para não revelar a sua ineficiência enquanto profissionais. O objetivo deste texto não será o de menosprezar nenhum profissional. Pois acredito ter nas mãos um problema mais ético que técnico.

E ética como muitos pensam não se aprende na Universidade. É uma questão de banco de vida, se aprende com os pais. Enfim, o que quero deixar "claro" é que todos nós temos o direito de duvidar de tudo o que a sociedade nos dispõe enquanto ciências, crenças, etc.

Fora isso é desrespeitoso e denota preconceito sair difamando um segmento da ciência de forma despropositada. Não me parece inteligente atacar o que se desconhece. Mas é direito de todo cidadão não aceitar, não validar, não acreditar nos mecanismos de cura que dispõe a sua cultura, o seu tempo.

A Psicologia é uma ciência que se mostra em construção, mas nem por isso solta e incoerente. O que temos disponível na literatura, em instrumental teórico se encontra perfeitamente validado e reconhecido por instituições como Conselho Federal e Regional de Psicologia, dentre outros. Este segmento profissional é o mais interessado em romper paradigmas e repensar a sua prática, seus instrumentos, suas técnicas, seus profissionais.

Faço votos de que dias mais tolerantes, respeitosos e fraternos surjam para todos nós acreditando ou não, isso é o de menos. Mas respeitando, sempre!

_________________________________________________________
...Talvez não tenhamos conseguido fazer o melhor, mas Lutamos para que o melhor fosse feito !!!... (Martin Luther King)


Por: Daniele Pereira de Souza - Psicóloga

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Educando para a vida - Parte III


O PODER DOS PEQUENINOS

Nenhum psicólogo pode resolver problemas que apenas têm a ver com falta de regras e deficiente educação.


Quem trabalha com crianças sabe imediatamente do que estou a falar porque diariamente assiste a situações destas. Em algumas famílias o poder está nas mãos das criancinhas e os pais parecem encolher os ombros numa atitude de completa impotência. Vemos que, desde tenra idade, os petizes (pequenos) põem e dispõem a seu belo prazer. Não é incomum ouvir-se que os pais de que não podem dar a medicação prescrita pelo médico porque a criança não quer, ou porque faz uma birra que o impede.

As queixas dos pais são do mais variado que há. Existem aqueles que não conseguem que os filhos durmam no seu próprio quarto, os outros que se vêem obrigados a comer constantemente fastfood, etc, etc. Em desespero de causa recorrem aos psicólogos.

Move-os a esperança de que o técnico lhe dê uma poção mágica que resolva de imediato a situação ou que, em alternativa, lhes diga que o filho sofre de uma maleita (doença) qualquer que justifique o seu comportamento.

Hiperactivos … ou mal educados ? …

O que mais está na moda é acharem que as crianças são todas hiperactivas! Ao colocar-se esse rótulo, desculpabilizam-se os pais que podem então encolher ainda mais os ombros, ao mesmo tempo que lamentam a má sorte que os levou a gerarem um filho com um problema deste tipo.
O azar (ou sorte) é que o Transtorno de Défice de Atenção e Hiperactividade não é tão comum como se pensa e o diagnóstico obedece a critérios muito precisos. Assim, o que acontece com frequência é que o comportamento das crianças não se deve a nenhuma patologia mental, mas sim à falta de regras que depois resvala em atitudes de má educação.

Obviamente que se comportam pior quando estão na presença dos pais, o que conduz a situações muito incómodas. Gritam, esperneiam, dizem palavrões, mexem em tudo, dão pontapés nas portas...Os pais tentam em vão travá-los por todos os meios mas, claro está que é tarde, já que a educação de base é dada em casa.

A educação tem de ser um processo contínuo

Os pequenos teimam em não obedecer (até porque não estão habituados a isso) e seguem-se as tradicionais palmadas e os habituais choros e gritos estridentes. Muitos pais, ao serem confrontados referem que as suas actividades profissionais os impedem de estar com os filhos e que, por isso mesmo, não querem manchar o convívio com repreensões e castigos.
Chegam a colocar a responsabilidade nos avós porque são eles que estão mais tempo com os netos e que, por isso mesmo, lhes deveriam ditar regras de conduta. É, de facto, uma nova maneira de viver a parentalidade, já que parece haver uma tendência para a desresponsabilização.

O tradicional papel de pai como figura de autoridade que as crianças se habituavam a respeitar, deu lugar ao pai-amigo que evita desempenhar o papel de “mau da fita” e, por isso mesmo, coloca a responsabilidade da educação dos filhos ou na escola, ou nos avós. Quando nem um nem outro funciona, assume-se que a criança tem um problema do foro mental e então há que procurar o psicólogo.

Detectado o foco da questão, quando confrontados, os pais adoptam um de dois tipos de atitude, ou se sentem altamente culpados e decidem esforçar-se por mudar, ou então negam a realidade, assumem que o psicólogo não está a ser eficiente e procuram outro técnico. Tudo isto é grave se pensarmos que são estas crianças que foram as novas gerações. Espera-nos então uma sociedade em que os adultos não têm regras e são incapazes de resistir a frustrações ?

Teresa Paula Marques
Psicóloga Clínica, especialista em Psicologia Infantil
fonte: http://www.teresapaulamarques.com/ 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Os jovens e a violência nos dias atuais!


A violência entre jovens


26-JUL-2010
Artigo  publicado em 26/07/2010 no JORNAL DE BRASILIA

Saulo Santiago

A juventude de hoje está imersa em um caldo de cultura que valoriza a conquista do sucesso a qualquer custo. Em uma sociedade caracterizada pela vulgarização da violência, coexistem fatores que influenciam rapazes e moças a cometer, sofrer ou testemunhar atos de violência física ou moral. Prolifera nos educandários de diferentes níveis de ensino a prática do bullying, dos trotes vexatórios e das brigas entre grupos de escolares de diferentes escolas.

O bullying pode ser definido como "atitudes de violência física ou psicológica, que ocorrem sem motivação evidente, praticadas contra pessoas com o objetivo de intimidá-las ou agredi-las, causando dor e angústia". Segundo psicólogos estudiosos do assunto, a adolescência é período da autoafirmação, do culto da virilidade e do predomínio da opinião do grupo sobre a vontade do indivíduo. É a fase em que os jovens adolescentes de ambos os sexos procuram exibir-se perante seus colegas ou amigos, praticando atos duvidosos ou de flagrante agressividade. Estudiosos da matéria afirmam que os agressores têm geralmente personalidades autoritárias, combinadas com forte necessidade de controlar ou dominar seus semelhantes.
Há cerca de três anos, importante estudo realizado por entidade estatal em parceria com órgão da Organização Mundial da Saúde, desmistificou algumas das causas usualmente apontadas da violência infanto-juvenil no Distrito Federal. Pesquisa realizada com mais de mil jovens do DF, apontou, por ordem de importância, os principais fatores determinantes da violência interpessoal entre os jovens de nossas cidades e setores, incluindo o Plano Piloto. Em primeiro lugar, o estudo aponta o fator pessoal como o mais importante gerador da violência. Os fatores comportamentais de ordem pessoal que mais influenciam os jovens a cometer atos de violência física contra alguém são: utilização de arma de fogo; porte de arma de fogo; uso de cocaína e de outras drogas ilícitas; indivíduo de sexo masculino como agente da agressão; uso abusivo de bebida alcoólica; falta de referência pessoal, pois a ausência de um modelo positivo no qual o jovem poderia se espelhar, muitas vezes propicia a atitude agressiva.
Existe ainda o fator familiar. A ausência da figura do pai e a concentração afetiva na figura da mãe deixa o jovem sem o referencial paterno. A mãe simboliza o amor; o pai, a ordem e o respeito à lei. Com ele ausente no quotidiano do lar, o jovem tende a substituir a figura paterna por outras e, na pior das hipóteses, por marginais que convivem com ele na comunidade. A pesquisa revelou que a educação é um dos melhores antídotos contra a violência. A reprovação escolar aumenta a propensão de o jovem tornar-se violento. Para cada ano de reprovação adicional, aumentam as chances de o repetente transformar-se em pessoa violenta. A sociedade civil e o Estado têm que se unir para minimizar a violência entre os jovens. Família, Escola, Mídia e Comunidade Organizada necessitam articular-se.
*Saulo Santiago, Presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Brasília.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

PSIQUE: Ana, Eu e o Câncer

PSIQUE: Ana, Eu e o Câncer: Minha vida foi marcada pelo câncer nos anos de 1984-1985. Foi quando o câncer se tornou realidade para mim. E de forma inconsciente d...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Auto-estima e sua importância na construção da personalidade das crianças!


Você tem que ser o espelho da mudança que está propondo. Se eu quero mudar o mundo, tenho que começar por mim.
Mahatma Gandhi


Auto-estima pode ser definida como a avaliação que o indivíduo faz de suas experiências interpessoais, atribuindo juízo de valor a si mesmo. As crianças formam sua auto-estima a partir da maneira como são tratadas por pessoas importantes para ela, tais como pais, amigos e professores.

A auto-avaliação vai sendo construída pela criança de acordo com o valor que os outros lhe atribuem, expresso em afeto, elogios e atenção. São importantes também, suas experiências de sucessos e fracassos. Ainda contribui para a auto-avaliação a forma como a criança reage a críticas e comentários. Desta maneira, a formação da personalidade é alimentada positiva ou negativamente pela auto-estima.

As crianças que sofrem dominação, rejeição ou punição severa poderão desenvolver baixa auto-estima. Tendem a ser submissas e passivas, embora possam ocasionalmente mudar para o oposto extremo da agressão e dominação. Tornam-se pessoas menos realistas e menos efetivas no seu desempenho, pois se consideram inferiores e incapazes de solucionar seus problemas.

Para alguém com baixa auto-estima, estar acima do peso ideal pode constituir um fator de ansiedade e uma ameaça ao seu amor próprio. A pessoa pode se retrair e evitar relacionamentos sólidos, por não aceitar a imagem do seu corpo.

Quando existe baixa auto-estima, o indivíduo dificilmente se exercita e pratica uma alimentação saudável, por não acreditar suficientemente em seu poder de mudança. A base para qualquer atividade transformadora em nossa vida é possuir auto-estima adequada.

Muitas vezes a terapia se torna importante para auxiliar o desenvolvimento do amor próprio. Doenças como bulimia, anorexia e vigorexia são freqüentemente associadas a fatores sócio-culturais e a baixa auto-estima. O ser humano deve ser moderadamente preocupado com seu corpo, sem que essa preocupação se torne uma obsessão. O desejável não é o padrão imposto pela mídia, mas sim estar satisfeito consigo mesmo, procurando manter um corpo saudável.

O amor à vida e a busca da saúde são fundamentais. Com auto-estima adequada fica mais fácil aceitar nossos pensamentos, sentimentos e valores pessoais. O senso comum nos diz que para ser amado é preciso também amar a si mesmo. Talvez essa seja a melhor definição da real importância da auto-estima para nossa vida.
Por:
Flávia Leão Fernandes
CRP 06/68043 Psicóloga clínica, Mestre em Psicologia pela Universidade de Londres, Inglaterra e especialista em Psicologia Hospitalar com enfoque em obesidade

Agressividade infantil!

      A agressividade não é um traço de personalidade. Se a criança está agressiva, certamente está sendo influenciada pelo cotidiano familiar, ou seja, situações como a chegada de um novo irmão, perda de ente querido, ausência dos pais , separação,etc. Enfim, as causas podem estar mais perto do que se imagina. Algumas vezes a criança tem um determinado comportamento em casa e outro na escola, não sabendo lidar com situações novas, mudança de ambiente, outras crianças, e limites. Manter a calma e o diálogo são os primeiros passos para descobrir o que está acontecendo  com a criança.   O comportamento agressivo é a maneira que a criança encontra para pedir ajuda, dizer que algo está errado com ela mesma, porém não sabe como resolver.       Deve-se estar alerta, pois a criança pode estar sofrendo algum tipo de abuso ou humilhação por parte dos "adultos" ou, em alguns casos, são os pais que não sabem dizer "não" quando necessário, tornando assim  a criança possessiva e até manipuladora. Não se deve esquecer que que ama educa!
       Fica então a sugestão: acompanhe seu filho no dia-a-dia , disponibilize um tempo só pra ele, converse, ouça o que ele quer de você. Pode ser que deseje apenas um pouco de atenção. Dê ao seu filho o que ele precisa  e não apenas "tudo" que ele pede. A educação do seu filho é responsabilidade sua, não a transfira a outros.     Filhos não vêm com manual de instrução, é você quem escreve este manual, pessoal e único, todos os dias você ensina e aprende. Isso é educar.

Suely Martins
Psicóloga

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quaresma - Tempo de meditar!


                                                             Tempo da Quaresma


O homem é um ser integral,e como tal deve ser visto no seu todo, de forma mais abrangente holográfico, e não dicotomizado mente e corpo, o homem podemos dizer didaticamente teria três
corpos, juntos e misturados, trabalhando dinamicamente para o bom funcionamento do ser humano.
Este por sua vez tem necessidade de prazer, não importa onde começa um e termina o outro, "corpo e espírito", e de quem é o prazer. A vida é dinâmica assim como o ser humano, tudo acontece o tempo todo, a vida permeia o homem e vice e versa, não importa, falaremos hoje do simbolismo da quaresma, e sua representação na vida das pessoas, como um momento de expurgar os pecados do carnaval. Ou se preferirmos uma tomada de consciência rumo a humanização do Ser,
independentemente da questão religiosa, da fé , ou da abordagem psicológica, vale saber.
A quaresma tem seu inicio na "quarta-feira de cinzas" e seu término ocorre na "Sexta-feira santa", até a celebração da Missa da Ceia do Senhor Jesus Cristo com os doze apóstolos...
os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.A quaresma vai a até a páscoa quando o Senhor ressucita.

O tempo da quaresma é de quarenta dias, porém em dias corridos somam quarenta e sete pois, de acordo com o cristianismo, o domingo, que já é dedicado como o dia do Senhor, durante a quaresma não é contado.
Após esse período, se inicia o "Tríduo Pascal", que termina no "Domingo de Páscoa".Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.
Antes de iniciar sua vida pública, logo após ter sido batizado por João no rio Jordão, Jesus passou 40 dias no deserto.  Esse retiro de Jesus mostra a necessidade que ele teve em se preparar para a missão que o esperava.  Contam os Evangelhos que no deserto Jesus era conduzido pelo Espírito, o que quer significar que vivia em oração e recolhimento, discernindo a vontade de Deus para sua vida e como atuaria a partir de então. No tempo que passou no deserto Jesus teve uma profunda experiência de encontro com o Pai.  E, tendo vivido intensamente esse encontro, foi tentado pelo diabo.As tentações que Jesus viveu são apresentadas como aquelas que também os cristãos precisam viver. É por isso então, que os cristãos realizam uma penitência de quarenta dias, chamada quaresma.


Fonte:wikipédia

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carnaval!!!!



O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.
O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos cordões e  os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e,  desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.
No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.
A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

Fonte:Suapesquisa.com

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Mulheres que amam demais!

       
Amor ou maldição?
          Vivemos num mundo cheio de desafios, onde o ter parece melhor que o ser. E a vontade de obter poder , muitas vezes fazem os indivíduos tornarem-se agressivos. A busca pelo prazer, o desejo cada vez mais pode levar as pessoas a loucura, vícios, e até a morte.       A cada dia surge uma nova  doença,  e a ciência numa busca árdua pela cura. A codependencia  é considerada pela OMS um vício, uma doença.
            A Codependencia   uma doença emocional que foi"diagnosticada" nos Estados unidos na década 70;  em estudos feitos em clínicas de dependentes químicos e atendimento a seus familiares.
           Porém, conforme o avanço das pesquisas e estudos das causas e sintomas, verificou-se que a doença atinge não apenas familiares de dependentes químicos,  mas um grande número de pessoas, cujo comportamentos e  reações perante a vida são um meio de sobrevivência.
           Os codependentes são as pessoas que vivem em função do outro, fazendo destes a razão de sua felicidade e bem estar; como se sua vida dependesse do outro , assim como um vício, e que deve ser tratado como tal.
  Essas pessoas tem baixa auto-estima e intenso sentimento de culpa, vivem tentando "ajudar" as outras pessoas, esquecendo na maior parte do tempo de viver a própria vida; entre outras atitudes, a de auto-anulação. São pessoas extremamente manipuladoras, que se enganam dizendo "amar demais" o outro, mas se é demais, alguma coisa está errado, isso não é normal.
"  Quem ama demais o outro, é porque se ama de menos."
   O que irá caracterizar a patologia, ou seja , a doença, é o grau de negligência com a  própria vida. Tais pessoas dizem fazer tudo pelo outro por "pena", imaginam que o outro não irá ter forças para
suportar viver sem ele, quando na verdade ele é quem não consegue viver sozinho; sente-se culpado se não ajuda , ou se não agrada o outro, sente-se mais fortes para suportar a dor e o sofrimento do "mundo".
Mas na verdade tais pessoas são manipuladoras, vaidosas, com um sentimento de "onipotência", pois querem ter o controle sobre tudo e todos.
     Nutrem um profundo ressentimento e raiva, e o medo da rejeição, é o gatilho daquele que pensa que tudo pode controlar, e podem chagar a pensamentos e ações de eliminar o seu problema, (a pessoa que o rejeita).
     A Codependência pode ser fatal, causando a morte por depressão, suicídio, homicídios, câncer, e outras.
   Como toda doença, pode ser tratada se diagnosticada a tempo, o primeiro passo em direção a cura, é tomar consciência e aceitar o problema, buscar ajuda profissional qualifica, o quanto antes, que pode incluir, medicamentos e psicoterapia, o psiquiatra e psicólogo estão apto a ajudar a tratar o problema.

Suely Martins - Psicóloga


Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decorre sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
William Shakespeare

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Era uma vez...


OS CONTOS DE FADAS E O DESENVOLVIMENTO DA ESTRUTURA PSICOLÓGICA
                                                                          
Quem nunca gostou de ouvir uma história quando era criança? Quem jamais ouviu falar nas histórias de Chapeuzinho vermelho, Branca de Neve, a Bela adormecida, além de muitas outras histórias infantis?
Elas são bem comuns na nossa sociedade onde vivemos. Do mesmo modo, em outras sociedades as crianças de lá também ouvem outras histórias, diferente das nossas, porém, mais parecidas com a realidade da sociedade e do meio em que elas estão inseridas. Existe um dado de uma pesquisa científica que afirma que em todas as sociedades, de qualquer lugar do mundo, incluindo as mais primitivas tribos indígenas, diversos tipos de contos e histórias   compõem o imaginário infantil local de cada um desses lugares.
Todo mundo sabe ( ou tem uma idéia, pelo menos) de que essas histórias vem sempre com uma moral. Mas o que poucos sabem, é que elas tem uma contribuição fundamental para o desenvolvimento psicológico e mental das crianças, o qual terá grande importância na elaboração de sua estrutura psicológica e conseqüentemente,  para a  sua personalidade.
Nesse contexto, pode-se perceber que todos esses contos de fadas, apresentam sempre uma mesma estrutura. Há um mundo real, o da normalidade  e há também um mundo mágico, desconhecido e repleto de fantasias.
Ao transportarmos essa mesma idéia para a construção mental, também temos dois aspectos: O consciente, o qual é a parte que conhecemos de nós mesmos, a normalidade, e temos também o inconsciente,  o qual é desconhecido, o oculto e o irreal. É exatamente nele que  são elaborados todas as nossas fantasias mais secretas e ocultas, a qual não conseguimos explicar, nem para nós mesmos o porque  temos prazer nelas.          Também é nesse lugar que são elaborados toda a construção mental de tudo aquilo que vemos e ouvimos, e que, de certo modo, constitui a nossa personalidade.   
É exatamente essa a razão de os contos de fadas exercerem tanto fascínio nas crianças. Veja bem, quando elas ouvem uma dessas histórias, a imaginação delas vem a tona, abrindo caminho para dar inicio a um processo  que pode ser chamado de elaborações mentais inconscientes; (isto é, por exemplo, a criança se identificar com o personagem principal a história)
Não por acaso, o personagem principal das histórias infantis, geralmente é sempre alguém muito jovem, que tem uma aparência inofensiva e indefesa, vivendo em condições não muito boas. E é exatamente esse o sentimento mais próximo que as crianças tem com relação ao mundo ao seu redor. Geralmente elas também se sentem indefesas, fracas, conscientes dos perigos que o mundo lá fora oferece e o mais importante, ela não sabe lidar com isso sozinha.
Por isso, os contos e as histórias ganham aqui, uma importância fundamental. Aquele personagem fraco e indefeso (que é o herói da história) em um dado momento da história, dá o primeiro passo para sair daquela situação, começando assim a sua aventura. Logo ele acaba crescendo muito com todas as experiências que passa durante sua aventura, ganhando força e assim, conseguindo derrotar, no final, o vilão da história, (o qual geralmente é o que lhe trazia as condições desconfortáveis no inicio da história), se transformando assim, no herói da história.  Com isso, a criança se identificará e se espelhará nesse herói, sendo essa, uma forma de sair daqueles mesmos sentimentos de inferioridade, de indefesa com relação ao mundo lá fora. E, no final de tudo, acabará construindo o seu próprio eu, isto é, o centro de sua própria personalidade, o qual será de fundamental importância para a sua vida adulta.
Essa fase começa aproximadamente por volta dos dois anos e se estende até os 7 anos aproximadamente.  No entanto, ela poderá voltar durante a adolescência, exatamente numa fase bem típica dos adolescentes, conhecida como crise de identidade. Nessa idade, a preferência são por histórias mais complexas e elaboradas, mas não necessariamente, menos fantasiosa. O sucesso das séries Harry Potter e Crepúsculo  entre os adolescente se deve por isso.  Aliás, o Crepúsculo é um ótimo exemplo disso.
Nela, pode-se perceber claramente como a personagem principal, Isabella Swan é uma adolescente que passa por conflitos bem típicos dessa fase (impaciência com relação à idade, frustração com o casamento da mãe com o seu padrasto, além de sua própria timidez). No entanto ela apaixona pela figura perfeita de Edward Cullen, onde suas características principais são a força e a beleza, extremamente acentuadas e envolventes, além da sua voz e seu cheiro, os quais também fazem a cabeça de Bella, e, conseqüentemente, a cabeça de todas as meninas que lêem os livros. A riqueza de detalhes o qual a autora esboça só acentua essa elaboração. É a descrição de um ser perfeito, o qual é o ideal e todas as garotas. Isso justifica o fascínio delas pelo personagem Edward Cullen, visto que ele é o ideal de homem, a qual elas desejam se relacionar.
Dessa forma, a identificação delas mesmas com  a Bella também é muito comum, visto que Bella, dentre tantos obstáculos, perigos e riscos, consegue namorar o “rapaz”, algo que traz à elas o desejo de certa forma, de ser igual à Bella.
E do mesmo modo como acontece na infância, elas também elaboram o seu eu, construindo a sua imagem própria, algo que irá lhe auxiliar a resolver seus conflitos e crise de identidade.
Dessa forma, pode-se perceber o quanto os contos e histórias infantis que ouvimos ou que lemos trazem para nós, muito mais do que um pequeno momento de prazer e descontração.  Elas são capazes de auxiliar na elaboração, do nosso próprio eu, e, dessa forma, nos propicia a  primeira noção de nós mesmos como pessoa no mundo a nossa volta.  
Palavras-Chave :contos de fadas, personalidade, construção do eu,

Melquisedeque Oliveira de Castro

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A Pílula da Felicidade???



Viver e não ter a vergonha de ser feliz...
Já dizia o poeta Gonzaguinha, ser feliz  em dias de medicalização da vida, parece tarefa fácil, n
mas, não é normal ser verdadeiramente feliz, quando existem medicamentos pra quase tudo...
Mas será NORMAL não sentir???O que somos afinal se deixamos de fazer ou melhor dizendo 
aceitar aquilo que nos torna humano e diferente dos outros seres, o sentir???Quando pensamos na dor,
seja ela qual for, a dor do sofre do corpo ou da alma, ou a dor amor, e ainda a pior de todas,
a falta do amor, não deveríamos parar para prestar atenção ao sinal que a dor nos dá, as vezes
nosso corpo grita para olharmos para dentro...Mas ai vem o medo, de sofre, da dor, enfim o medo da vida, da morte, do feio e do bonito, dos outros e de nós mesmos, daquilo que conhecemos e do que desconhecemos, e o medo do medo.
É viver não é fácil, mas como fica a vida sem o sentir, sem o ser, sem o sonho, sem o prazer de simplesmente viver e estar consciente da vida, sem ter que se dopar seja com que droga for, o importante deveria ser o viver. E temos a obrigação de escolher a vida, e até ser feliz, mas estar feito bobo alegre, sorrindo sem sentir a vida, fugindo de si mesmo. se escondendo de tudo e se drogando para não sentir...
Vale a pena???
Faça a sua escolha, a pílula vermelha ou a azul???
Mas lembre-se, foi você quem escolheu e é o único responsável por isso, não culpe os outros ou crie monstros para por a culpa daquilo que é sua responsabilidade...Sua vida , só você a vive.


Suely Martins - Psicóloga

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Medicalisando!!!


A ciência moderna ainda não produziu um medicamento tranquilizador tão eficaz como o são umas poucas palavras boas.
Freud

Acorda Alice!!!!!


 Para Maria da Graça Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.

Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.

Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.

A realidade, Maria, é louca.
Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"

Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.

A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou vice-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.

Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.

A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia: "Oh, I beg your pardon" Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"

Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste.

Disse o ratinho: "A minha história é longa e triste!" Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: "Minha vida daria um romance". Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance só é o jeito de contar uma vida, foge, polida mas energeticamente, dos homens e das mulheres que suspiram e dizem: "Minha vida daria um romance!" Sobretudo dos homens. Uns chatos irremediáveis, Maria.
E escuta a parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida uma quantidade  camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e grande por pequeno é semimensa de camundongos que parecem hipopótamos e rinocerontes que parecem premio cômico, nunca devemos perder o bom-humor. 
Toda a pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões.
Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: "Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas".

Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: É feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor, Maria da Graça.
(Paulo Mendes Campos, Para Maria da Graça. in para gostar de ler, crônicas, São Paulo, Ática v.4, p.73-76)
Psique

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ansiedade e Síndrome do Pânico.

  A ansiedade é hoje a preocupação das pessoas que lotam os consultórios dos médicos em especial
neurologistas e cardiologistas, e deixam aborrecidos aqueles que não conseguem descobrir a causa dos seus problemas, e após uma peregrinação em diversas especialidades em busca de ajuda para sua dor,  sentem-se frustados com os rótulos de pacientes psicossomáticos, que não tem nada, só uma doença emocional, apenas uma ansiedade, ou síndrome do pânico.
Como pode ser apenas "emocional", se tudo que sentem parece de verdade, como: dificuldade em respirar, o coração disparado, suor, calafrios, náuseas, tonturas, dormências, sensação de que algo ruim irá acontecer, e até medo de morrer. Enfim, tudo isso, pode levar a pessoa a ir deixando pouco a pouco de viver, pois começa a associar tais sintomas as saídas de casa, onde se sente protegida,  até que passa a não querer sair mais de casa, e a viver como um zumbi. O homem é um ser integral, e deve ser visto como um todo.Não existe doença emocional e doença física, existe um ser doente, que precisa de ajuda.
Uma crise de pânico dura apenas alguns minutos, porém para quem sente, parece durar uma eternidade, e o medo de morrer volta , e as crises de pânico, num ciclo vicioso interminável.
As pessoas tem muita resistência em buscar ajuda profissional, principalmente psicólogos e psiquiatras, acham que tais especialidades são para loucos. Mas Caso alguém sinta alguns desses sintomas , ou conheça alguém que os sinta, deve buscar ajuda profissional o mais rápido possível, o
tratamento  pode incluir psicoterapias, medicamentos, atividades de lazer e apoio familiar.
Com a tratamento adequado pode-se obter a cura e voltar a viver com prazer.
Os psicólogos e psiquiatras são  os mais adequados para diagnosticar e tratar o problema. Mas o principal é ter vontade de mudar.



Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Mário Quintana



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Educando para a vida - Parte II




Estudo comprova que filhos imitam os hábitos dos pais

Mães são as maiores responsáveis por influenciar comportamento infantil

ZH/meu filho-25-09-2009
Todo exagero é negativo.Na educação de nosso filhos.
Responda-lhe, não o instrua.
Proteja-o, não o cubra.
Ajude-o, não o esconda.
Ame-o, não idolatre.
Acompanhe-o, não o leve.
Mostre-lhe o perigo, não o aterrorize.
Inclua-o, não o isole.
Alimente suas esperanças, não as descarte.
Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo. 
Não o mime em demasia, rodeie-o de amor.
Não o mande estudar,prepare-lhe um clima de estudo.
Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade.
Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja.
Não lhe dedique a vida, vivam todos.
Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha.
E, finalmente, quando a gaiola de ouro se quebrar, não compre outra...
ensina-lhe a viver sem portas.

Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante!
Paulo Freire



PSIQUE: Entenda a Bulimia Nervosa e a Anorexia Nervosa

PSIQUE: Entenda a Bulimia Nervosa e a Anorexia Nervosa: A Bulimia Nervosa e a Anorexia Nervosa são Transtornos Alimentares extremamente comuns e enfrentados por crianças, adolescentes e adu...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

"Eu te Amo!"



Amo como o amor ama.
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo?
.....................................................................
Quando te falo, dói-me que respondas
Ao que te digo e não ao meu amor.
.....................................................................
Ah! não perguntes nada; antes me fala
De tal maneira, que, se eu fora surda,
Te ouvisse todo com o coração.


Se te vejo não sei quem sou: eu amo.
Se me faltas [...]
... Mas tu fazes, amor, por me faltares
Mesmo estando comigo, pois perguntas —
Quando é amar que deves. Se não amas,
Mostra-te indiferente, ou não me queiras,
Mas tu és como nunca ninguém foi,
Pois procuras o amor pra não amar,
E, se me buscas, é como se eu só fosse
Alguém pra te falar de quem tu amas.
.....................................................................
Quando te vi amei-te já muito antes:
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.
.....................................................................
E eu soube-o só depois, quando te vi,
E tive para mim melhor sentido,
E o meu passado foi como uma 'strada
Iluminada pela frente, quando
O carro com lanternas vira a curva
Do caminho e já a noite é toda humana.
.....................................................................
Quando eu era pequena, sinto que eu
Amava-te já longe, mas de longe...
.....................................................................
Amor, diz qualquer cousa que eu te sinta!
— Compreendo-te tanto que não sinto,
Oh coração exterior ao meu!
Fatalidade, filha do destino
E das leis que há no fundo deste mundo!
Que és tu a mim que eu compreenda ao ponto
De o sentir...?
Fernando Pessoa

Amigos são assim!


"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril"
Fernando Pessoa

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Psicólogo, pra que?

Ser ou não ser?
            A psicologia significa etimologicamente o estudo da alma! Lindo! Mas significa mais que isso, entendo que a psicologia sirva para ajudar as pessoas naquilo que cause sofrimento, seja um trauma, separação, doença , enfim qualquer coisa de deixe a pessoa confusa.
           Em minha prática profissional ouço muitas pessoas criticarem o desempenho de determinados psicólogos quanto a sua conduta, a impaciência, o descaso, e claro, a falta de preparo.
As pessoas levam tempo até conseguirem tomar coragem e ir ao psicólogo, quebrar resistência e finalmente ir a consulta. Nossa, parece complicado, difícil, mas basta estar disposto a começar.
Afinal e o Psicólogo, serve pra que?  Vivemos tempos difíceis, e num mundo globalizado, onde as informações nos chegam quase que instantaneamente, e por vezes não apenas vemos a história acontecer, mas estamos inseridos nela , de forma dinâmica e participativa. Tudo isso gera muito estresse,  assim, somos cobrados o tempo todo e chamados a perfeição, seja no corpo perfeito, no profissional perfeito, no jovem perfeito, no idoso perfeito, enfim como se fosse possível tanta perfeição, num mundo de interrogações? Diante deste mar da vida, as vezes calmo, as vezes revolto, necessitamos de um norte, que nem sempre é fácil de encontrar, e o psicólogo é a  pessoa que irá apontar o caminho, mas você é quem irá escolher como fazer, através de seus próprios recursos.  
    Muitos pensam que irão encontrar um Guru , um Ser superior que irá lhe mostrar a solução de seus problemas, mas como disse antes,não é fácil, nem tão pouco mágico, o psicólogo antes de tudo deve ser uma pessoa consciente de suas qualidades e limitações, para que possa ajudar aos outros, não um ser perfeito, mas que sabe lidar com vida, e então estar apto a ajudar aqueles o procuram.
É muito comum nos vermos confusos diante das dificuldades da vida, e as vezes temos apenas que parar par respirar, ou olhar pro lado e perceber que não conseguiremos sozinhos, nessa hora o psicólogo poderá lhe ajudar. Naqueles momentos de sofrimento sem fim, de dor que só alma conhece, quando o choro vem fácil, tudo perde o encanto, dica sombrio, ou nebuloso, e parece que ninguém ti entende, sim este é o momento de ter humildade e procurar ajuda. Procurar ajuda de um profissional qualificado não é sinal de fraqueza, mas
força para superar as dificuldades e estender a mão.
O psicólogo dispõe de recursos e técnicas para lhe auxiliar, mas muitas vezes pode ser necessário a ajuda de outros profissionais, e medicamentos. O apoio de familiares e amigos também são importantes, mesmo que não entendam  o que acontece, podem lhe dar o melhor remédio de todos, o amor.
O Psicólogo serve pra que? Para que descubra suas respostas, se confronte com seus problemas e aprende por si mesmo a lidar com eles. Investir em saúde é necessário, e só traz benefícios pra você, principalmente em qualidade de vida. Viver é promover escolhas e arriscar sempre. Quem fica em cima do muro não vive, apenas vê a vida passar!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Que PSI eu preciso?

        O termo “psi”, bastante utilizado pelas pessoas, muitas vezes pode ser permeado de confusão quanto aos significados, principalmente quando se refere aos profissionais indicados por este termo: psiquiatra, psicólogo ou psicanalista.

O psiquiatra é um profissional da medicina que após ter concluído sua formação, opta pela especialização em psiquiatria. Esta é realizada em 2 ou 3 anos e abrange estudos em neurologia, psicofarmacologia e treinamento específico para diferentes modalidades de atendimento, tendo por objetivo tratar as doenças mentais. Ele é apto a prescrever medicamentos, habilidade não designada ao psicólogo. Em alguns casos, a psicoterapia e o tratamento psiquiátrico devem ser aliados.

O psicólogo tem formação superior em psicologia, ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano. O curso tem duração de 4 anos para o bacharelado e licenciatura e 5 anos para obtenção do título de psicólogo. No decorrer do curso a teoria é complementada por estágios supervisionados que habilitam o psicólogo a realizar psicodiagnóstico, psicoterapia, orientação, entre outras. Pode atuar no campo da psicologia clínica, escolar, social, do trabalho, entre outras.

O profissional pode optar por um curso de formação em uma abordagem teórica, como a gestalt-terapia, a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental.

O psicanalista é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico austríaco Sigmund Freud, que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseada nas associações livres e na transferência. Segundo a instituição formadora, o psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior.
Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

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